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O play está em altaO Globo Especial Morar Bem, Luciana Calaza, 10/abr Área de lazer vai para a cobertura e democratiza o espaço mais cobiçado dos edifícios Morar na cobertura sempre foi sinônimo de privilégio para poucos e bons. Mais precisamente, para os poucos que podem desembolsar uma quantia maior para usufruir da área mais cobiçada dos edifícios. Mas agora, em vez de suntuosos apartamentos dúplex, alguns empreendimentos do Rio têm apresentado uma opção mais democrática: coberturas com áreas de lazer abertas a todos os condóminos. É, o playground subiu no telhado. Em áreas de maior densidade como a Zona Sul, onde os prédios ficam muito próximos uns dos outros, o espaço de lazer na cobertura é uma solução para garantir não só privacidade, mas também maior incidência de sol, proporcionando melhor localização para piscinas e churrasqueiras. E, com a cobertura democratizada, não importa se o condómino mora de frente ou de fundos: ele tem como vista uma paisagem de 360°, o que não seria viável se a área fosse dividida em apartamentos particulares. Assim, "sacrificar" os dúplex de cobertura para explorar áreas de lazer no alto do prédio pode ser uma receita de sucesso. A tendência chegou ao edifício Residencial Bay View, em Botafogo. Lá, a cobertura de uso comum inclui home-theater, espaços para contemplação da Baía da Guanabara e sala de jantar para receber amigos, com cozinha industrial, além de home-offíces. No Studio Jardim Botânico, a área tem academia, piscina, sauna e lounge - tudo com uma bela vista para o Cristo Redentor. - A área de lazer no alto do prédio é uma forma de não concentrar valor nas coberturas dúplex, distribuindo este benefício a todos os apartamentos do condomínio e, dessa forma, agregando valor a cada um deles - afirma Paulo Targa, presidente da Targa Engenharia, a construtora do Studio Jardim Botânico. No edifício Jardim do Alto, no Recreio, o projeto original previa a área de lazer num andar mais baixo, próximo ao térreo, mas a construtora Rossi Residencial precisava de mais espaço e expandiu o play para cima do prédio. Na parte de baixo ficaram o espaço de recreação e o salão para festas infantis. Já a cobertura foi reservada para o chamado lazer molhado - piscina, sauna e hidromassagem - e para uso social, com lounge e salão para adultos. - Socializar a paisagem é muito bem-visto pelos clientes - diz Frederico Kessier, da Rossi Residencial, garantindo que o morador do andar abaixo da cobertura não sai perdendo. - O projeto tem uma entrelaje para não incomodar quem vive no último andar. No edifício Palm Springs, da construtora Gafisa, na Barra, os idealizadores também apostaram na vista, que abrange a Praia da Barra e a Lagoa da Tijuca, além da Pedra da Gávea. - O projeto inclui arcos que funcionam como molduras para as belezas naturais - conta o arquiteto Edmundo Musa. Em alguns casos, o que dita a localização da área de lazer comum é a planta do terreno. Foi o caso do Botafogo Easy Way, da construtora CHL: a piscina não fica no alto do pré¬dio, mas numa área mais elevada do terreno. Ou seja, tam¬bém tem mais privacidade e incidência de sol. - O que foi uma adaptação arquitetônica à topografia do terreno acabou ficando bem charmoso, pois a piscina não foi a feita em cima do concreto e sim numa área natural, cercada pelo verde - conta Rogério Chor, presidente da CHL.
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