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Amanco vai investir US$ 56 milhões no País

Gazeta Mercantil, Wilson Gotardello, 10/abr

A Amanco Brasil, empresa fabricante de tubos e conexões do grupo mexicano Mexichem, investirá US$ 56 milhões no mercado brasileiro este ano. Desse total, US$ 10 milhões serão destinados para a instalação de duas linhas de produção  uma na fábrica de Sumaré (SP) para a produzir tubos e outra na de Suape (PE) para a fabricação de descargas , e o restante para desenvolvimento de novos produtos e marketing.

Enquanto os tubos da linha Novafort serão destinados para obras de infra-estrutura de saneamento básico, a linha de produção das descargas fabricará a Ecocaixa, produto com capacidade de armazenagem de água de seis litros, ante os nove litros das que podem ser encontradas no mercado. Essa característica, aliada a possibilidade de controle do nível de descarga de água, busca alcançar os brasileiros das classes C e D.

"O Brasil é formado pelas classes C e D. É essa parcela da população que move a construção civil. O mercado formal do construbussiness não representa 20% das vendas. O que realmente move as vendas são os puxadinhos, por exemplo. A nossa caixa eco é efetivamente destinada a este público", declarou Marcos Bicudo, presidente da Amanco no Brasil. A empresa deve iniciar a comercialização das novas descargas em até dois meses e terá capacidade de produção de 120 mil unidades por mês. O produto chegará aos pontos-de-vendas custando R$ 14.

Além das classes mais baixas, outro enfoque da Amanco no Brasil são as obras de saneamento. A empresa pretende participar das próximas licitações ao longo do ano e os tubos Novafort - mais leves e com parede externa corrugada - são as grandes esperanças da empresa para sair vencedora dos certames. A capacidade de produção da nova linha de produção dos tubos Novafort será de 8 mil toneladas por ano.

A Amanco fechou 2007 com faturamento de R$ 340 milhões no País, alta de 24% em relação ao ano anterior. "Crescemos três vezes mais do que o mercado de construção civil", disse Bicudo. Do total da receita, 75% das vendas foram para o setor de construção civil, 12% para obras de infra-estrutura e o restante para o mercado agrícola, com destaque para o segmento de cana de açúcar. Com o novo tubo, a empresa espera ampliar a participação das obras de infra-estrutura no faturamento. "O segmento predial deve perder um pouco, mas sem deixar de apresentar crescimento, porque o agrícola tem se mantido estável", afirmou. As obras de infra-estrutura devem representar 18% das receitas da empresa em 2008. A Amanco espera repetir o crescimento de 24% este ano.

O motivo do otimismo da empresa para vender seus tubos destinados às obras de saneamento básico é o Programa de Aceleração de Crescimento (PAC) do governo federal. "O segmento de infra-estrutura nunca foi prioridade no Brasil", disse. "E a situação do saneamento básico no País é caótica."

Segundo o executivo, a empresa espera abocanhar uma fatia dos R$ 40 bilhões que o governo afirma que vai destinar para o setor nos próximos anos. "Parece que temos vontade política e recursos financeiros, agora o único gargalo que precisamos enfrentar é a gestão", disse. "Esperamos mesmo que esses investimentos do PAC aconteçam", completou Marise Barroso diretora de marketing da Amanco. Segundo ela, o mercado de esgoto público movimentou R$ 150 milhões em 2007. "É pouco porque os investimentos ainda não aconteceram", disse Marise.

Mercado

O mercado de tubos e conexões no Brasil movimentou cerca de US$ 1 bilhão em 2007. A Amanco possui 24% de participação. "O Brasil é o principal mercado latino-americano para empresa e o único onde ainda não somos líderes, por isso é uma prioridade", afirmou Bicudo.

 


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