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Banco do Brasil começa crédito imobiliário para atender a classe média

O Fluminense, Luiz Gustavo Schmitt, 31/mar

O Banco do Brasil (BB) deve iniciar as operações no mercado imobiliário com recursos de poupança em junho, segundo informou o vice-presidente de Cartões e Novos Negócios da instituição financeira, Aldemir Bendine.

O BB tenta conseguir autorização para atuar no Sistema Financeiro de Habitação desde setembro do ano passado. Atualmente, o banco só trabalha com a carteira hipotecária, que não contempla recursos oriundos de poupança e do Fundo de Garantia do Tempo do Serviço (FGTS).

"O sistema financeiro de habitação contempla imóveis de até R$ 350 mil. Acima disso, vai para o sistema hipotecário", explicou Bendine.

De acordo com o vice-presidente, a meta não é concorrer com a Caixa Econômica Federal, que responde atualmente por mais de 70% do crédito imobiliário no País, mas atender a classe média, com financiamentos de imóveis entre R$ 120 mil e R$ 350 mil.

Neste ano, a estimativa do banco é aplicar R$ 1 bilhão no crédito imobiliário.

"Temos uma expectativa de em quatro anos estar entre os três primeiros do mercado. Sempre considerando que a Caixa é a grande fomentadora do mercado, até porque exerce uma política governamental de financiamento da casa própria", enfatizou.

Inicialmente, acrescentou, o foco do banco serão os correntistas:

"Mas é nossa intenção, à medida que o produto evolua, trabalhar inclusive com o cliente não correntista."

O vice-presidente de Cartões e Novos Negócios explicou ainda que, como o banco não oferece o crédito por meio do Sistema Financeiro de Habitação (SFH), muitos clientes procuram a concorrência.

"Mais importante do que a conquista de clientes é a manutenção", alertou.

Na última quinta-feira, o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou resolução para permitir que os bancos que operam com crédito rural, como o Banco do Brasil, utilizem 10% da captação de recursos da poupança para o crédito imobiliário. A decisão também vale para os bancos que atuam com crédito imobiliário: eles poderão usar 10% de recursos de poupança no crédito rural.

Possibilidades - À medida que o Brasil caminha para alcançar o grau de investimento (classificação de agências de risco internacionais que recomenda investimentos em determinados países), torna-se possível a criação de linhas de financiamentos de longo prazo, afirmou, ontem, o vice-presidente de Cartões e Novos Negócios do Banco do Brasil (BB), Aldemir Bendine.

"A oferta à clientela de financiamentos mais longos acaba melhorando a nossa relação de crédito e Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos e bens e serviços produzidos hoje no país", disse.


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