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Bahia cresce 60% em vendas

Gazeta Mercantil, 20/mar

Os ventos favoráveis da estabilidade econômica, queda de juros, maior oferta de crédito e alongamento de prazos de pagamento levam o mercado imobiliário baiano a viver seu desempenho dos últimos 18 anos.

De acordo com pesquisa realizada pela Associação dos Dirigentes do Mercado Imobiliário da Bahia (Ademi-BA) e divulgada ontem, em 2007, foram lançadas 9.068 e vendidas 7.116 unidades novas na Região Metropolitana de Salvador. O desempenho superou em 77,8% os lançamentos e 63,3% as vendas de 2006.

Para este ano, a expectativa é de continuidade da expansão do mercado. "Esperamos lançar 14 mil e vender 10 mil novos imóveis", afirma o presidente da Ademi-BA, Luiz Augusto Amoedo. Segundo ele, o crescimento será puxado pela maior oferta de imóveis para atender o segmento entre três e dez salários mínimos de renda. "A maioria das unidades devem ter valor de R$ 50 mil a R$ 125 mil", diz.
Em 2007, essa faixa de preço representou apenas 16% das 7.111 unidades comercializadas. O faturamento de R$ 2,5 bilhões das 130 empresas pesquisadas pela Ademi-BA em 2007 ficou concentrado na faixa de imóveis com preço entre R$ 125 mil a R$ 250 mil (50%) e acima de R$ 250 mil (34%). "O segmento de menor renda é onde há o maior déficit habitacional e será focado este ano", diz.

A parceria Odebrecht-Gafisa já prepara o lançamento do empreendimento Bairro Novo no município de Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador, com cerca de 4 mil unidades para atender a demanda das classes com menor poder aquisitivo. A construtora Tenda também se posiciona no mercado, ofertando produtos populares. A Cyrela Andrade Mendonça prepara projetos para imóveis com valores entre R$ 50 mil e R$ 125 mil.

O empecilho para a produção de imóveis de menor preço, segundo Amoedo, é a falta de terrenos nas áreas com infra-estrutura e a necessidade dos poderes públicos criarem condições para que os empreendimentos sejam possíveis em regiões mais distantes do centro da cidade, oferecendo transporte, saneamento e energia elétrica. Ele, no entanto, observa avanços em Salvador, com aprovação recente do novo Plano de Diretor e Desenvolvimento Urbano (PDDU).

"O novo PDDU normatiza a ocupação de áreas que possuía impedimentos para o desenvolvimento imobiliário", diz Amoedo. Uma faixa de 12 quilômetros de orla, no litoral norte da capital baiana, com a nova legislação tornou-se viável a novos empreendimentos para a classe média.

 


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