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Derrubado muro em praia de Mangaratiba

O Globo, Taís, 20/mar

Numa ação articulada pela Coordenadoria Integrada de Combate aos Crimes Ambientais, foi derrubado ontem o muro de quase cinco metros de altura que dividia a Praia do Boi, em Mangaratiba. A construção na Área de Proteção Permanente, que ocupava a areia até o mar, impedindo o acesso à praia, foi erguida pelo condomínio Portal Verde Mar em 1987, mas era desconhecida das autoridades. Denunciado pelo GLOBO, o muro foi ao chão e o condomínio terá que pagar uma multa de R$ 150 mil, que serão investidos no reflorestamento de uma área próxima de Mata Atlântica.
 
A iniciativa  que teve o apoio do secretário de Meio Ambiente de Mangaratiba, Giovanni Kede  contou com a presença do secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc. Fiscais da Serla e policiais do Batalhão de Polícia Florestal e Meio Ambiente da PM participaram da operação.
 
Uma retroescavadeira deu início à demolição. A presença de muitas pedras e a maré alta dificultaram o trabalho, mas em poucos minutos a construção foi abaixo.

Condomínio tem 48 horas para retirar entulho Após a demolição, a administração do condomínio Portal Verde Mar, de 38 casas de classe média alta, foi multada e notificada a retirar o entulho da areia no prazo de 48 horas.
 
Até mesmo os moradores do condomínio comemoraram a demolição. O muro foi construído em 1987 e todos eram contra  disse o secretário de Meio Ambiente de Mangaratiba, que, no entanto, não soube informar por que o muro ainda não havia sido demolido pelos próprios moradores.
 
O secretário Carlos Minc teve outra percepção:  Não só não derrubaram, como há três anos aumentaram a altura do muro. Mas o obstáculo já foi retirado e as pessoas já podem passar de um lado para o outro.
 
Para Minc, ações como a de ontem, embora pontuais, servem de exemplo:  São operações exemplares para mostrar que acabou a moleza. A idéia é criar uma sensação de que a impunidade não será tolerada. Ricos e pobres não podem desmatar, construir na praia, despejar esgoto. E as ações pontuais acabam estimulando a fiscalização nos municípios e intimidam os criminosos ambientais  disse ele.


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