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Gafisa eleva receita em 77% para R$ 1,17 bilhão em 2007Gazeta Mercantil, 06/mar A incorporadora e construtora Gafisa elevou em 77% sua receita líquida no ano passado, para R$ 1,17 bilhão, em comparação ao exercício anterior. As novatas FIT Residencial e Bairro Novo, joint-venture com Odebrecht, ainda não tiveram participação relevante no caixa, mas representaram um volume de lançamentos de R$ 238 milhões no quarto trimestre, no montante de R$ 1,03 bilhão lançados no período. O lucro por ação (ajustado), saltou de R$ 0,76 para R$ 1,15 - com o impacto dos gastos da oferta de ações, os dividendos dos acionistas ficam em R$ 0,87 por ação. A margem bruta da empresa melhorou de 29,8% para 32% no acumulado do ano, alavancada pela margem de 36,1% nos três últimos meses. Entretanto, a expectativa é um impacto a partir do segundo semestre deste ano, conforme os executivos, com o aumento de participação dos empreendimentos econômicos no volume de negócios. "A margem teórica de FIT está entre 28% e 30%, ainda incerta por serem lançamentos recentes. Mas como os produtos econômicos passarão a ter participação maior no segundo semestre ou 2009 podem puxar para baixo a margem bruta", pondera Wilson Amaral, CEO da Gafisa. Dos R$ 3 bilhões em lançamentos previstos para o ano, R$ 700 milhões estarão no segmento, sendo cerca de 60% sob a subsidiária FIT. A crítica de analistas como Marcelo Telles, do Credit Suisse, e Rafael Peruzzo, da Itaú Corretora, resvala sobre a margem Ebtida, que indica o percentual da receita que de fato vira lucro. A Gafisa encerrou o ano com margem Ebtida de 15,7%. Concorrentes como a Rossi Residencial, que já consolidou o balanço do ano passado, encerrou o exercício com margem Ebitda de 18%, um crescimento de 5,5 pontos percentuais em relação a 2006 - ainda que com um valor Ebtida (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) inferior, de R$ 132 milhões. A Cyrela Brazil Realty acumulava nos noves meses do ano margem Ebtida de 26,1%. Mas o diretor financeiro da Gafisa, Alceu Duílio Calciolari, explica que a empresa fez alterações contábeis que impactaram esse resultado, aproximando-se cada vez mais das regras da Lei SOX. "A Gafisa adota normas contábeis que a deixa como a mais conservadora empresa do setor, então as comparações com margens de outras incorporadoras são distorcidas. Um exemplo claro é que não diferimos as despesas de venda, como a indústria em geral faz", afirma o diretor. "Essas diferenças chegam a tomar entre 3% e 3,5% da nossa margem, mas o benefício vai aparecer logo adiante e as demais empresas terão que seguir essa padronização." Otimista com o cenário de 2008, Amaral ressaltou que a incorporadora tem em andamento 118 projetos em 15 estados - além de um banco de terrenos no valor de R$ 10,2 bilhões.
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