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PAC anuncia a Rocinha do futuroO Globo Zona Sul, Paula Dias, 28/fev Obras de melhorias urbanísticas na comunidade são aguardadas com ansiedade pelos moradores A sete dias do lançamento das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) nas favelas do Rio, os moradores da Rocinha aguardam com ansiedade o início dos trabalhos. O programa, que investirá R$ 175 milhões na comunidade, promete melhorar a vida dos seus 120 mil habitantes e oferecer cerca de 1.300 empregos. Segundo o Governo do Estado, a previsão é de que as obras sejam lançadas no dia 7 de março e comecem efetivamente na segunda quinzena do mês. Até agora, 3.387 pessoas já se cadastraram para trabalhar no projeto, que prevê melhorias em cinco mil casas, além da construção de 428 unidades habitacionais para abrigar moradores que vivem em áreas de risco ou em locais onde haverá obras. - Estão previstas intervenções no sistema viário, abastecimento de água, esgotamento sanitário, drenagem de águas pluviais, iluminação pública, lazer e paisagismo. As principais ruas serão alargadas e pavimentadas, permitindo maior mobilidade, com rápido acesso aos serviços públicos - explica Luiz Fernando Pezão, vice-governador e secretário estadual de Obras. A paisagem da favela será modificada com a construção de um arco e uma passarela na Auto-estrada Lagoa-Barra, de autoria do arquiteto Oscar Niemeyer. Do asfalto, também será possível ver um plano inclinado e um anel viário que delimitará o entorno da Rocinha, com cerca de 3.400 metros de comprimento. As áreas de esporte, saúde e assistência social também não serão esquecidas. Além de um complexo para iniciação esportiva, o programa prevê a construção de um centro de cidadania e de duas creches que funcionarão como postos avançados da Secretaria de Educação dentro da comunidade. A idéia é que as estruturas ofereçam apoio e cursos de aperfeiçoamento a outras creches da favela. - Teremos ainda a construção de uma unidade pré-hospitalar com capacidade para atender toda a Rocinha, desafogando a emergência do Miguel Couto, na Lagoa - afirma Pezão. Segundo Edigler Viana, membro da União Pró-Melhoramento dos Moradores da Rocinha, as intervenções chegam em boa hora, já que um dos primeiros projetos de urbanização da favela, criado por Luiz Carlos Toledo - que ganhou um concurso público nacional em 2006, patrocinado pela gestão de Luiz Paulo Conde -, não foi à frente. - Esse projeto pode ser considerado um embrião do PAC, mas não era tão completo. Espero que esse novo programa, que tem tudo para dar certo, comece o mais cedo possível - diz ele.
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