|
||||||||||||||
|
||||||||||||||
|
|
High Society quer levar os milionários brasileiros a DubaiGazeta Mercantil, 22/fev Dubai tem opção de investimento imobiliário para todos os bolsos cheios. Com projetos suntuosos e simultâneos, a cidade tem atraído recursos do mundo inteiro e quer seduzir também os brasileiros que podem arcar com imóveis entre US$ 300 mil e US$ 40 milhões. O momento é adequado. Conforme levantamento divulgado pela consultoria The Boston Consulting Group (BCG), o número de milionários no país aumentou em 60 mil pessoas somente no último ano, totalizando 190 mil milionários no território nacional. O aquecimento do mercado de capitais e alta de investimentos estrangeiros nas empresas brasileiras, turbinando negócios e os salários dos alto executivos, atrelados a desempenho operacional. "Muitos presidentes de companhias, investidores individuais ou institucionais já têm empresas off-shore, assim como acontece na Inglaterra e Suécia", avalia Cecília Reinaldo, a brasileira que comanda a High Society nos Emirados Árabes. Numa carteira de clientes que inclui bancos de investimentos e jogadores de futebol, a empresa imobiliária realizou vendas no volume de US$ 400 milhões (cerca de 1,4 bilhão de dirhans, moeda oficial dos Emirados) - com comissões que variam de 2% a 3%, registrou receita superior a US$ 10 milhões. O interesse dos brasileiros já tem sido crescente, especialmente nos últimos seis meses, segundo a executiva, que tem sido procurada por construtoras e investidores. "Ajuda muito ter um vôo direto", pondera, referindo-se à linha da Emirates Airlines. A valorização dos imóveis em Dubai é enorme ainda na planta e por isso tão sedutora. No The Palm, complexo formado por três palmeiras com ilhas construídas para abrigar casas de alto padrão com marinas individuais, uma casa de três quartos poderia ser comprada há três anos por US$ 300 mil - hoje é negociada por 500% a mais. "É um projeto que chamou muita atenção dos estrangeiros e foi todo vendido. A terceira palmeira ainda não foi montada e já está comercializada por completo", conta Cecília, uma das responsáveis pela venda do projeto. A maior pechincha negociada hoje ali são apartamentos de um dormitório com área privativa de 100 m - espaço que, no Brasil, abrigaria pelo menos três quartos -, por pouco mais de US$ 500 mil. E o mais caro? "O céu é o limite", responde Cecília. Para as casas com área superior a 1 mil m e praia particular, os valores ultrapassam US$ 10 milhões. Mesmo para locação, a rentabilidade é atrativa, hoje da ordem de 20% ao ano. "A vantagem é que o pagamento não é mensal, mas anual e, em caso de inadimplência, o caso não é levado para a Corte. É só chamar a polícia", afirma a executiva. Aliás, é na legislação que os investidores encontram seu porto seguro. Outros projetos megalomaníacos compõem o portfólio de Dubai, como a Dubailand, que terá o dobro do tamanho da Disney World; o complexo esportivo com 7,5 km de área incluindo arenas para futebol, tênis, golfe, hotéis e serviços; o "The World", composto por 300 ilhas artificiais (negociadas individualmente por US$ 6,2 milhões a US$ 36,7 milhões) e que na visão aérea replicam o mapa mundial; além do Hydropolis, hotel completamente submerso no mar e suítes com paredes de vidros para visão do oceano. A High Society, para aproveitar a ebulição do mercado, vai partir para incorporação de empreendimentos comerciais. Este ano serão três projetos. "Teremos participação de 20% em cada um deles, cujos terrenos já foram adquiridos na região onde será construído o The Burs Dubai, que será a torre comercial mais alta do mundo compondo a baía de negócios que os árabes esperam ser a nova Manhattan", conta. Legislação favorável Alterações legislativas nos últimos 10 anos ajudaram a alavancar os negócios imobiliários dos Emirados Árabes Unidos. Até 2002, o estrangeiro não podia ter posses nos Emirados. As compras eram feitas como um aluguel de longo prazo, como contratos com duração de 99 anos, mas sem a certidão de propriedade. "Isso deixava os investidores estrangeiros muito inseguros em fazer negócios no país. Mas em 2002 foi assinado um decreto pelo sheik Mohammed bin Rashid Al Maktoom para o freehold, permitindo a posse", explica ela. Dubai foi mapeada em áreas onde se pode adquirir terras e imóveis (free zones), inclusive livres de impostos e taxas internacionais e locais. "As transações registradas em Dubai eram focadas no mercado interno, então a High Society se estruturou para compra e venda de imóveis dali no exterior, para fundos de investimento e públicos já acostumados a comprar segunda residência, como os ingleses", explica. Cecília entrou no negócio por acaso. Formada em relações internacionais com MBA em marketing, foi visitar a mãe que se mudou para Dubai e acabou apaixonando-se pelo lugar. "Fui passar férias e não voltei mais", conta. Foi contratada para a área internacional da Sadia, trabalho que durou dois anos, mas se despertou para a ebulição do mercado imobiliário. "Hoje os investidores sabem que, apesar ser um país muçulmano, os Emirados não são camelos, areia e guerra", diz. "Dubai é uma cidade extremamente segura, onde se pode andar carregado de ouro, pode usar bermuda, o estrangeiro não sente que está num país islâmico, mas tem regras claras que deve conhecer". Como é regido pela Sharia, que não divide direito (seja para árabes ou estrangeiros) ou religião, o investidor deve saber por exemplo que, no caso de morte, os bens são transferidos para o irmão, e não para a esposa. "Por isso é indicado que os investidores façam testamentos já na compra do imóvel", exemplifica.
|
Matérias mais recentes nesta seção Alphaville retoma os grandes projetos Imóvel usado para formar sociedade paga laudêmio Imóvel: pontos importantes antes de optar pela aquisição Cota condominial pode subir até 30% Prefeitura quer manter restrição para vereadores Informe ADEMI Cadastre-se para receber em primeira mão o Informe ADEMI no seu e-mail. Pesquise o site da ADEMI
|
| ADEMI - Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário |