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Holding BFRE empresta mais e lucra R$ 70 milhõesValor, Raquel Balarin, 14/fev O crescimento de operações financeiras com lastro no setor imobiliário rendeu bons frutos à Brazilian Finance & Real Estate (BFRE), holding controlada pelo grupo Ourinvest em sociedade com o private equity Texas Pacific Group Axon (TPG). A holding, que reúne quatro empresas, fechou 2007 com um lucro líquido de R$ 70,02 milhões, em comparação a um prejuízo de R$ 8,54 milhões no ano anterior. A rentabilidade sobre o patrimônio alcançou 18,1%. De acordo com o balanço da companhia publicado ontem no Diário Oficial do Estado de São Paulo, a principal contribuição para o resultado veio de investimentos proprietários, como locação de imóveis e a venda de alguns ativos do fundo de investimento imobiliário Premier Realty à BR Properties. A Brazilian Securities, empresa que estrutura e vende Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI), vem em seguida, com um resultado líquido de R$ 18,53 milhões. A companhia hipotecária Brazilian Mortgages, que dá financiamento imobiliário a incorporadores e pessoas físicas e estrutura fundos de investimento imobiliário, fechou 2007 com lucro líquido de R$ 10,5 milhões. E a Brazilian Capital, administradora de recursos de ativos imobiliários, com R$ 4,5 milhões. Com a entrada do TPG , no fim de 2006, a BFRE recebeu um reforço de capital e alavancou suas operações. O saldo das operações de crédito da Brazilian Mortgages, por exemplo, saltou de R$ 105,85 milhões em dezembro de 2006 para R$ 163,77 milhões no fim de 2007, um crescimento de 55%. Apesar disso, a provisão para devedores duvidosos se manteve praticamente estável, em 0,49%. A companhia hipotecária, que já atuava no financiamento a incorporadores, especialmente na etapa final da obra, passou a operar no varejo no ano passado com a abertura de lojas BM Sua Casa, uma promotora de vendas de financiamentos imobiliários para pessoas físicas. No total, a BM tem 11 pontos de venda, sendo cinco lojas próprias. No balanço, a BFRE não abriu quanto de sua carteira de financiamentos é direcionada a pessoas físicas. Procurada, a empresa informou que não poderia se pronunciar por estar em período de silêncio. A holding entrou no ano passado com pedido de emissão primária de ações na bolsa. No início de novembro, a oferta foi suspensa por 30 dias pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). O prazo da suspensão já acabou, mas a companhia ainda não publicou um novo cronograma da oferta. Uma das empresas mais conhecidas da BFRE é sua securitizadora, a Brazilian Securities, que compra recebíveis das incorporadoras, empacota-os em CRIs e vende os títulos para terceiros. De acordo com dados da CVM, no ano passado, a empresa foi responsável por R$ 568,24 milhões de CRIs, entre ofertas registradas, em análise e com dispensa de registro. Com esse volume, a companhia lidera o ranking das securitizadoras, seguida pela Cibrasec, com R$ 455,29 milhões, e pela Rio Bravo, com R$ 292,33 milhões. Os bancos são os maiores compradores de CRI. Boa parte das instituições utiliza os títulos para cumprir a exigência de aplicar a captação da caderneta de poupança em financiamento imobiliário. A concessão de crédito imobiliário por parte dos bancos está aumentando, mas ainda não é suficiente para cobrir o aumento da captação de poupança e a redução obrigatória do uso de créditos de FCVS para cumprir as exigências de aplicação dos recursos no setor imobiliário.
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