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Caixa reduz juros e alonga prazo para imóveis acima de R$ 350 mil
O Globo, Vinícius Segalla, 13/fev
A Caixa Econômica Federal reduziu os juros dos financiamentos para imóveis até R$ 130 mil com recursos da caderneta de poupança. A taxa anual caiu de 9% ao ano para 8,4%, mais a correção da Taxa Referencial (TR). Já o prazo para quem quer comprar imóveis mais caros, acima de R$ 350 mil, foi ampliado e agora chega a 30 anos, beneficiando a classe média de maior poder aquisitivo. Para financiar imóveis de até R$ 200 mil, o piso dos juros foi de 10,5% para 9,5% ao ano. Para a faixa que vai até R$ 350 mil, a taxa também baixou: de 11,5% para 10,5%. Finalmente, para imóveis acima de R$ 350 mil, o juro foi reduzido de 12,5% para 11% ao ano. Estamos repassando para nossos mutuários o aumento de rentabilidade que tivemos com a queda na inadimplência explicou Jorge Hereda, vice-presidente da Caixa, durante evento organizado ontem pelo banco. De 2005 até o ano passado, a inadimplência nos contratos da Caixa caiu de 8,5% para 4,2% do total emprestado. Em 2007, recorde de contratação de crédito O financiamento de imóveis (com recursos da própria Caixa) acima de R$ 350 mil, ou com valor financiado superior a R$ 240 mil, teve o prazo de amortização ampliado de 160 meses para 360 meses, ou 30 anos, o prazo máximo existente no mercado. Além disso, a parcela do valor do imóvel que pode ser financiada foi de 70% para 80%. A Caixa Econômica Federal encerrou 2007 com recorde de contratação em habitação, saneamento e infra-estrutura. Quantia superior a R$ 37,2 bilhões foi contratada. Desse valor, R$ 21,5 bilhões foram destinados à habitação e R$ 15,7 bilhões a outras áreas de desenvolvimento urbano. Esses resultados foram 100,7% superiores aos de 2006. Tínhamos projetos-piloto, mas agora estamos ampliando o serviço diz Augusto Bandeira Vargas, superintendente regional da Caixa em São Paulo. Segundo ele, o banco vai preparar até sexta-feira as normas que vão regulamentar como serão fechados os contratos com as empresas e quais serão as exigências. Atualmente, a Caixa oferece crédito imobiliário consignado a poucas empresas, como a Petrobras. Os juros são, em média, 0,5 ponto percentual menores do que os do carnê.
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