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Aumento de margensO Globo, Flávia Oliveira, 13/jan Não virá da oferta escassa, mas da recomposição de margens a pressão das cimenteiras na construção brasileira este ano. A recuperação dos preços, que começou no segundo semestre de 2007, deverá continuar em 2008, como reação ao reajuste recorde dos insumos que mais pesam nos custos de produção do cimento. No qüinqüênio 2003-2007, o coque importado subiu quase 400%, empurrado pela alta do petróleo no mercado internacional. No mesmo período, continua José Otávio de Carvalho, secretário-executivo do Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (Snic), as tarifas de energia elétrica industrial subiram em média 134,8% em todo o país, enquanto o frete ficou 56% mais caro. Mesmo descontando a valorização do real, o coque subiu quase 180%. O combustível representa 40% do custo de fabricação do clinter, base do cimento. Nesses cinco anos, o preço do cimento caiu 2,2% pelo INCC-FGV diz. Apesar de problemas localizados de escassez no Centro-Oeste do país em 2007, as cimenteiras ainda operam com capacidade ociosa. O parque ndustrial pode produzir 62 milhões de toneladas, mas o Brasil deve demandar 50 milhões este ano. Será um crescimento de 11% sobre 2007, quando o setor produziu cerca de 44,7 milhões de toneladas, superando os níveis recordes de 40,4 milhões registrados em 1999 e 2006.
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