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Cadastramento para obras do PAC

Jornal do Commercio, 12/fev

A secretaria de Trabalho iniciará na quinta-feira o cadastramento de profissionais para as obras de urbanização das favelas da Rocinha, Alemão e Manguinhos, que devem ter início na primeira quinzena de março. Serão criados, em média, 4.600 empregos apenas nessas intervenções, sendo que, apenas no Complexo do Alemão, serão cerca de 3.500 trabalhadores no pico das obras.

O vice-governador e secretário de Obras, Luiz Fernando Pezão, acredita que, em todas as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) no estado, sejam criados entre 15 mil a 20 mil empregos. Segundo Pezão, o próprio edital especifica a necessidade de se contratar o maior número de profissionais nas comunidades. Isso, frisou, permitirá que os moradores retornem ao mercado de trabalho e possam, após os três anos de intervenções, ser absorvidos pelo mercado formal.

"Estamos trabalhando para utilizar o maior número possível de profissionais das comunidades. As funções de servente e ajudante não precisarão de comprovação de experiência, mas as outras profissões exigirão prática e qualificação na área. Se não houver pessoal capacitado, ofereceremos cursos rápidos, para que os moradores possam participar dessas obras que irão transformar a realidade das comunidades", destacou.

O secretário de Trabalho, Alcebíades Sabino, reiterou que os postos estarão prontos para atender aos interessados em trabalhar nas obras a partir da quinta. Cerca de 20% das vagas serão destinadas ao sexo feminino e as oportunidades são para inúmeras funções na área de construção civil, como serventes, ajudantes, carpinteiros, marceneiros, pedreiros, armadores, técnicos e engenheiros.

Serão, em média, 1.300 empregos gerados, a princípio, na Rocinha; 1.500, em Manguinhos; e 1.800, no Complexo do Alemão. Para o subsecretário executivo de Obras, Hudson Braga, isso irá revigorar as comunidades, já que fará com que milhares de famílias possam retomar seu crescimento econômico.

"Não se trata apenas de restaurar a situação econômica das famílias que estão diretamente envolvidas com as obras, mas dar oportunidades ao comércio local de retomar seu crescimento. Com isso, todos ganham. A comunidade será beneficiada de todas as formas", concluiu Braga.
 


 


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